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ATITUDE

Hollywood: FARRAH FAWCETT
"Charlie's Angels" ("As Panteras")

"Ao longo da jornada da minha vida, eu tenho mantido uma forte convicção no poder do espírito humano para superar as adversidades".

O sorriso envolvente e a vasta cabeleira esvoaçante logo permitem identificar uma das atrizes mais queridas de Hollywood: Farrah Fawcett.
Os últimos dois anos foram bastante difíceis para Farrah Fawcett. 2006 deveria ter sido um ano de festa, pela passagem dos trinta anos da estréia de "Charlie's Angels" na TV americana; no entanto, ficou marcado como um período de luta, para a ex-detetive de "As Panteras". Tudo começou com o falecimento de sua mãe Pauline Alice, em março de 2005. Depois, em abril de 2006, ela perdeu seu manager de muito tempo, o célebre Jay Bernstein. Em junho, foi a vez do produtor Aaron Spelling, vitimado de forma fatal por um derrame. Spelling foi quem lançou Farrah Fawcett para a fama, ao escalá-la para o papel da investigadora "Jill Munroe", junto com as colegas "Sabrina Duncan" e "Kelly Garrett" (interpretadas, respectivamente, pelas atrizes Kate Jackson e Jaclyn Smith). A partir daí, o céu foi o limite para a ex-pantera. Farrah se tornou a maior pop-star dos anos 70, ídolo do coração de milhões de pessoas, em um mundo onde ainda não havia internet, TV a cabo ou qualquer outro meio artificial de fabricação de ídolos.
Em outubro de 2006, explodiu a bomba: em plena época dos festejos de três décadas de "Charlie's Angels", a estrela é diagnosticada com câncer intestinal! Farrah Fawcett, símbolo do glamour e da eterna juventude, com o seu sorriso sedutor, agora é devastada por um câncer infernal. A legião de admiradores ao redor do planeta ficou abalada. Farrah foi submetida a um tratamento intensivo de urgência. Algumas fontes dão conta de que ela enfrentou dores terríveis no abdômen. A atriz soltou um comunicado, pedindo respeito à sua privacidade e agradeceu as orações dos fãs. No momento, ela se recupera lentamente.
O que a levou a figurar nesta seção "Atitude" é o fato de que, mesmo com tantas perdas seguidas em tão curto prazo e com uma aterradora enfermidade a consumi-la, Farrah jamais perdeu a esportiva. Não se entregou. Ao contrário, não somente se concentrou em sua própria cura, mas também pensou nos outros doentes menos favorecidos, que também sofrem do mesmo mal. A atriz resolveu entrar na luta contra o câncer e desenhou uma linha de camisetas, a serem vendidas em seu site oficial. Ela adotou um slogan expressivo: "Fight the Fight", mostrando toda a sua determinação em vencer. Parte da renda será destinada a uma entidade de pesquisa e ajuda a pacientes com câncer, a American Cancer Society. Convém lembrar que a loira já tinha um histórico de intenso apoio ao combate à violência doméstica contra a mulher.

Farrah Leni Fawcett nasceu no Texas, em 1947. Foi criada como católica romana. Chegou a freqüentar o curso de biologia da universidade local, em Austin; porém, sentiu que seu destino era mesmo Hollywood. Assim, se encaminhou para lá e efetivou a carreira de modelo em comerciais de TV, o que a levou a ter as primeiras participações em filmes e seriados. Farrah então encontrou o ator Lee Majors, por quem se apaixonou. Veio o casamento em 1973 e em seguida a participação em alguns seriados do marido, tal como o famoso "O Homem de Seis Milhões de Dólares" ("The Six Million Dollar Man"), em que Lee Majors era a estrela principal, um cyborg. O desempenho valeu a Farrah o apelido de "A esposa biônica". Foi em 1976, porém, que ela explodiu como celebridade internacional, quando conseguiu ganhar a audição para o papel da detetive "Jill Munroe" na nova série dos produtores Aaron Spelling e Leonard Goldberg chamada "Charlie's Angels" (ou "As Panteras"). O sucesso desse empreendimento televisivo foi fantástico e Farrah Fawcett simplesmente se tornou a maior estrela do mundo, uma espécie de Marilyn Monroe da década de 70. Um célebre pôster em que ela aparece num biquíni vermelho arrebentou de vender, cerca de 12 milhões de cópias, num mundo que à época era dividido em dois.
O que ninguém entendeu foi como ela repentinamente abandonou "As Panteras", ao final da primeira temporada! Na verdade, Farrah sentia-se tolhida: ela queria fazer carreira no cinema (e já vinha sendo cortejada intensamente pelos filmes, devido ao sucesso obtido em "As Panteras"). Por outro lado, ela já beirava os 29 anos, numa época em que, absurdamente, as mulheres eram tidas como acabadas a partir dos trinta! Daí ter de correr... Seguiram-se, então, ameaças de uma acirrada batalha judicial com os dois produtores, devido à quebra de contrato. Num acordo, resolveu-se que ela voltaria de tempos em tempos, para figurar como convidada especial em determinados episódios. De fato, daí para a frente, ela apareceu ainda outras seis vezes na série. Simultaneamente, ela desenvolveu a sua participação em filmes no fim dos 70, não sendo tão bem-sucedida, no entanto. Seu estabelecimento como uma atriz de respeito na opinião dos críticos e da indústria teria de aguardar a chegada dos anos 80. Mas nunca mais repetiu o sucesso estrondoso dos anos dourados...
E hoje? Quais os desafios para a nossa "Angel"? Seja o que for que 2007 traga, uma coisa é certa: de agora em diante, Farrah Fawcett será lembrada não só por sua história gloriosa que lhe valeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, mas também pela força demonstrada em meio à mais severa provação.

E vale lembrar que a nova Revista Sacred Sound 7 resgata um pouco do seriado inovador que abriu as portas para as mulheres na TV de uma forma jamais vista antes: "As Panteras". Também há uma entrevista com a atriz Cheryl Ladd. Cheryl foi a substituta de Farrah, quando ela abandonou a série. Cheryl Ladd salvou "As Panteras", estrelando o papel da irmã mais nova de "Jill", "Kris Munroe". Os índices de audiência puderam se manter altos. Agora, direto dos Estados Unidos, Cheryl conversou com os repórteres sobre a sua confiança pessoal em Deus nos momentos difíceis da vida... E você pode conferir isso na Sacred Sound 7.


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